Filmes

Crítica: Lincoln

Lincoln-Poster

Ao contrário de O Resgate do Soldado Brain, Steven Spielberg deixa a guerra de lado e nos mostra a outra face. O lado político e pessoal dos últimos anos da vida de Abraham Lincoln. O famoso diretor também deixou todo o trabalho nas mãos dos ótimos atores, que desenvolveram personagens incríveis dentro de um filme bastante devagar.

Não que seja o resultado final tenha ficado ruim, muito pelo contrário. A obra pede esse ritmo, mas isso as vezes isso transparece para o espectador quase como “preguiça” do diretor, em termos de montagem e movimento de câmera. Por outro lado, a direção de atores foi impecável.

Agora, o filme se torna ótimo, quase indispensável, a todos que gostam de cinema (e história) para vermos Daniel Day-Lewis e Tommy Lee Jones na grande tela. Vale o destaque também para James Spader e Joseph Gordon-Levitt em papéis secundários, que formam este grande elenco – em tamanho e principalmente qualidade.

Daniel D. Lewis é a minha indicação no Oscar 2013. Melhor Ator

Tommy Lee Jones, também é meu favorito para Ator Coadjuvante em 2013

Tommy Lee Jones, também é meu favorito para Ator Coadjuvante em 2013

O Verdadeiro ‘Melhor Ator’ do Oscar 2012

Os três favoritos pra essa categoria são George Clooney, Brad Pitt e Jean Dujardan. Dois rostos bastante conhecidos e um estreante. Mesmo com boas atuações, Damián Bichir e Gary Oldman correm por fora…

Demián BichirA Better Life
George Clooney – Os Descendentes
Jean Dujardin – O Artista
Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais
Brad PittMoneyball – O Homem que Mudou o Jogo

Sei que o Emmy de 2012 já premiou George Clooney por Os Descendentes. Já digo que foi um erro. Digo isso porque Os Descendentes é um filme bom, mas nem tanto. Mostrar o lado cotidiano do Havaí, retirando aquela imagem de paraíso que temos, foi bem interessante. Mas ao todo o filme ficou muito na média. Vale a pena premiar algo só OK? Pois é…

A performance de Clooney é (praticamente) sempre a mesma. Seu personagem, Matt King é um pai de duas filhas que não tem uma conexão muito forte com elas, e agora que sua mulher está em coma, ele precisa reaprender a se relacionar com elas. Ele é um bom ator, não digo nada diferente disso, mas eu acho que o Oscar é um prêmio que deve honrar a performance acima da média. Uma atuação diferenciada… com coragem e inovação.

Indo por essa linha de pensamento, quem deveria ganhar é o francês Jean Dujardin. O filme O Artista é incrivelmente bem executado. Produzir um filme P&B e mudo em pleno século XXI é requer muita coragem. O resultado foi excelente! Um filme muito acima da média.

Dujardin interpreta George Valentin, um ator do cinema mudo que enfrenta a mudança para o cinema falado e a necessidade de caras novas em Hollywoodland. Ele conseguiu dar expressões significativas na medida certa para um papel de cinema mudo. O seu companheiro no filme – um cão herói no maior estilo Rintintin – foi fundamental para que o ator conseguisse mais carisma com o telespectador.

Essa é a minha aposta: Jean Dujardin – O Artista (literalmente) Melhor Ator 2012.

Brad Pitt, diferente de George Clooney, já fez inúmeros papéis bastante diferentes. De um alter-ego imaginário psicótico em Clube da Luta até um homem que nasceu idoso e vai ficando cada vez mais jovem em Curioso Caso de Benjamin Button. De um policial cumpridor da lei em Se7en até um capiria norte-americano disposto a colecionar Nazi Scalps em Bastardos Inglórios. Deu pra entender o raciocínio.

Enfim, em Moneyball – O Homem que mudou o jogo, Brad Pitt faz um papel sem muito brilho e atenção, comparad com O Artista. Mas isso não significa que seu papel foi pior interpretado. Pelo contrário. O roteiro previa Billy Beane, um manager de Baseball comum que muda a maneira de administrar um time, utilizando somente estatísticas.

Brad Pitt conseguiu dar uma personalidade muito interessante para esse papel “comum”. Tendo confrontos como ser muito supersticioso enquanto dirige um time de maneira crua e precisa; sendo um homem explosivo e agressivo ao mesmo tempo q que tenta dar atenção a sua filha, que não mora mais com ele.

Pelas pequenas nuancias do papel, minha torcida vai para Brad Pitt em Moneyball.

Crítica: 11.11.11

Por Jéssica Mazzola  (@jemmazzola)

O filme lançado na ultima sexta, 11/11/11, foi um dos filmes de terror mais aguardados do ano. Ou seja, perda de tempo pra nós, amantes de suspense e terror DE VERDADE. Ok, não vou mentir pra vocês. Eu e minha mãe (amante máster de filmes assim) gritamos BASTANTE no cinema. Mas mesmo assim, o filme acabou e todas as pessoas se olharam e falaram, como assim?

Com uma trama bastante confusa, Darren Bousnam, diretor desse e de três filmes da saga Jogos Mortais, quis levar um pouco da agonia que sentimos ao assistir JigSaw pra um contexto mais fantasioso.  Nos Jogos Mortais tudo aquilo era real, poderia acontecer com qualquer um de nós (mais ou menos), mas no 11 11 11 a história vai pra uma dimensão bem mais alternativa. Com trilha sonora bem ao estilo de Sobrenatural (aquele filme do guri que fica em coma do nada) e com maquiagem dos personagens demoníacos, o filme tem seu valor ao dar bons sustos no publico. Porem, pela expectativa gerada até a data, acredito que levou o pessoal a não gostar muito da execução em si.

Sendo super sincera, eu gostei da HISTÓRIA, não do filme em si. Achei ela mal contada e deixa muitas duvidas pro espectador. O mal venceu o bem, nesse caso. E como o pastor mesmo disse: cuidado com os lobos vestidos de ovelha. E é bem isso o filme, tu tens uma expectativa e ele te engana e leva pra outra.

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Crítica: O Palhaço

Alegria, alegria! A primeira crítica do blog de um filme nacional não poderia começar melhor. O filme foi escrito, dirigido e estrelado por Selton Mello. Não é a toa que o filme todo tem um toque de Selton Mello. Desde a sua voz, a mistura de personagens entre Benjamin e Palhaço Pangaré, a seriedade em cenas cômicas, a sátira em cenas trágicas… Enfim o filme consegue passar um tom de comédia bem pastelão mesmo. Mas é bastante agradável e arranca boas risadas de todos no cinema….

O meu grande elogio vai para a direção e a fotografia. É muito fácil perceber a influência de Wes Anderson na montagem das cenas e no humor depressivo que Selton Mello conseguiu passar nas telas.

Para entender mais sobre Wes Anderson

A história entre pai e filho, donos de um velho circo ambulante no interior de Minas Gerais. O roteiro é, claramente, baseado no antigo conto do ‘palhaço triste’, isto é, se há uma pessoa provoca risadas nas outras, quem o fará rir? Basicamente isso. Ele é um homem com problemas para administrar o circo, algumas discussões com o próprio pai e diversas questões da vida começam a atrapalhar seu raciocínio.

Concluindo: É um filme que funcionou muito bem! Não há cenas desnecessárias, todas fazem uma boa composição da situação. Ta certo que uma hora faltou um pouco de gás, mas é normal, até porquê o filme é bem curto (Apenas 1:10). A grande mensão vai aos detalhes que dão um tom bastante especial.

NOTA: 8,5… Não… 8,7 vai.

Se não fosse suficiente, Selton deve ganhar ainda mais elogios por um simples gesto: resgatar e homenagear a arte brasileira. Pode parecer muita coisa, mas veja só… Além das participações de Jorge Loredo, o famoso Zé Bonitinho, e do esquecido Ferrugem, gostaria de falar um pouco sobre outro ator. Paulo José é o grande simbolo dessa homenagem. Para quem não sabe, o ator gaúcho que protagonizou o filme descobriu que tinha o Mal de Parkinson, uma doença degenerativa que ainda não tem cura.

– Para saber mais leia essa entrevista –

Do final dos anos 90, Paulo José sumiu das telas pois não conseguia mais controlar boa parte de seus movimentos. Pois então Selton Mello, ao escrever esse filme pensou nele para o papel. É notável no filme que ele ainda sofre em sua fala e seus movimentos, mas em certos momentos o seu olhar fala tudo.

Crítica: Contágio

Acompanhamos diversas histórias de personagens diferentes que se ligam em torno de um vírus que promete contaminar o mundo inteiro. E não é um vírus que fica enrolando… Ele mata você em um dia. Começam com alguns pequenos sintomas de uma gripe e de repente você está no chão tendo convulsões e… morte. Bem assustador, do tipo que quando você sair do cinema, vai começar a reparar que uma doença como aquela, se existir, vai contaminar muita gente.

Assim o diretor Steven Soderbergh constrói uma história do momento exato em que somos expostos ao vírus e a rapidez com que ele se espalha entre nós. Vivemos em um mundo globalizado onde é extremamente fácil e comum viajarmos para todo o mundo. Existem muitas cenas onde há closes em objetos que são trocados por nós todos os dias. Ficando implícito ‘AH olha aí o vírus FDP sendo transmitido!” Com isso vamos acompanhando o pavor de pessoas comuns – Matt Damon e sua mulher Gywneth Paltrow – autoridades médicas – Kate Winslet e Laurence Fishburne –  e um blogueiro interesseiro – Judd Law. Existem outros mas são tantos que… Enfim, é muita gente.

As tramas são ricas em tensão e expectativas. O futuro dos personagens é muito frágil combinando muito com o clima de incerteza da história. Grande acerto dos produtores em ter coragem de dar finais realistas. Assim que funciona o cinema. Isso representa bem a frase: “A única diferença entre a realidade e a ficção é que a ficção precisa fazer sentido.”

Mais do que isso, alguns personagens secundários, como o da doutora do CDC de Atlanta, tem desfechos bastante expressivos e importantes. Vale dizer que assim como os outros filmes do diretor (11 Homens e um Segredo, 12 Homens e outro segredo…) por se tratar de uma quantidade grande de personagens e histórias, não são bem exploradas dramaticamente.

Marion Cotillard está em uma trama bastante interessante e diferente. Então ela some do filme por mais ou menos uma hora e quando ela volta, a gente pensa: “Nossa essa mulher ainda está no filme!”. E depois nada acontece. Então pode-se dizer que eu gostei muito da atuação de todos no filme, mas parece tão pouco tempo para desenvolver todos. Acho que daria uma ótima série da HBO em 10 episódios. Seria perfeito.

Para um filme, fica aquela sensação de final editado as pressas. Fora que a cena em que realmente mostra como surgiu o vírus é bizarramente desnecessária. Aqui vai um desabafo: Porque tudo tem que ser explicado hoje em dia? No início da história eles dizem ‘Ah talvez um macaco teve contato com um porco, acho que foi isso, não tenho certeza’. Pronto tá explicado, qual é a importância de onde surgiu o vírus? Foda-se! É bom viver com alguma dúvida. Mas não, em 1 minuto mostra o início do vírus e pronto.

Enfim, destaque para Matt Damon, o gancho principal da história, onde mostra a transformação de um cara normal para um herói do cotidiano, que podemos facilmente nos identificar, protegendo, acima de tudo, a sua filha.

NOTA: 8

Crítica: Os Três Mosqueteiros 3D

PS: Caro Paul W.S. Anderson (diretor do filme), você e seus filmes não me pegam mais. Vamos falar sobre um filme onde três mosqueteiros fazem leves aparições em uma jornada fraca para tudo acabar ‘a la novela das oito’ em uma valsa entre Rei e Rainha. C’mon man!

História: O Cardeal Richelieu tenta controlar o rei Luís XIII, um jovem que ignora a política e pensa apenas em roupas da moda, para tomar o controle da França. Com isso os Mosqueteiros, a guarda oficial do Rei fica inútil e os velhos espadachins estão largados no esquecimento e na pobreza, depois de períodos de glória. O jovem D’Artagnan, criado no interior, cria esperanças de um dia ser um Mosqueteiro. Indo a Paris se envolve em confusões e assim conhece Aramis (Luke Evans) , Athos (Matthew Macfadyen) e Porthos (Ray Stevenson).

A Milady é uma agente dupla de espionagem que trabalha tanto para o Cardeal quanto ao Duque de Buckingham, inimigo do estado francês. Ela rouba um colar da Rainha, mulher de Luís XIII e os Três Mosqueteiros acompanhados de D’Artagnam tem que resgatar esse colar que poderia desencadear uma guerra entre Inglaterra e França.

Nossa, tentei resumir bastante a história, por aí já vemos que a enrolação sem sentido começa. Por mais que o cenário e o visual do filme tenha me agradado bastante, foi só isso. O 3D é MUITO bom, mas não é nenhuma novidade, a cada filme a tecnologia melhora. Em contraponto a isso temos várias cenas em câmera lenta em lutas desnecessárias.

Toda a trama parece muito superficial, acrescentando pouquíssima profundidade aos personagens. Pequenos detalhes são colocados ao longo do filme que não significam NADA e essa foi a minha maior bronca.

Por exemplo: No início é demonstrada o poder que cada um dos Três Mosqueteiros tem…E é só aí, nos 10 primeiros minutos que temos a chance de ver alguma ação do glorioso trio. D’Artagnan aprende um movimento mortal com seu pai e em sua mais importante batalha ele não a utiliza. A trama inicial é a busca de um manual de instrução para a construção de uma grande arma e no meio do filme todos tem algo melhor e maior, o que tira a validade da missão.

Resumindo: Vemos muito pouco do trio que dá nome a obra. Muito pouco. O que é uma pena, pois os atores foram muito bem escolhidos pro papel e eles pareciam ter muito potencial mal aproveitado. Aliás, essa parece ser a marca registrada do diretor Paul W. S. Anderson, (Todos os Resident Evil e Mortal Kombat) ter em mãos personagens importantes que não levam a lugar nenhum.

Infelizmente o filme não empolga, é quase entediante. Começa muito bem, até uma cena onde a Milady (Milla Jovovich) aparece correndo em câmera lenta de uma forma mega bizarra… depois daquela cena é um grande declínio que acaba com um desfecho fraco. O que mais me preocupa é que o desfecho não encerra o filme, dando margem para uma continuação… O que seria um grande desperdicio de dinheiro e talento dos atores.

Russell Crowe, o novo Jor-El

Surgiram algumas fotos de Russell Crowe no set do novo filme do Superman – O Homem de Aço, dirigido por Zack Snyder. Será que ele conseguirá substituir o poderoso chefão Marlon Brando? 

As filmagens do tão esperado reboot do Superman estão acontecendo. Agora, além da imagem oficial de Henry Cavill, começam a surgir diversas outras fotos dos atores no set. Dessa vez falaremos de Jor-El, o pai de Superman que será interpretado pelo talentoso Russell Crowe. O Jor-El dos cinemas é o conhecido Marlon Brando, que por sinal fez um ótimo trabalho.

Curiosidade: o papel de Marlon Brando foi tão marcante que no filme de Bryan Singer de 2005, Superman – o Retorno, eles usaram as filmagens originais lá da década de 70.

Russell Crowe, na minha opinião, é quase o Marlon Brando dos nossos tempos. Sou mega-fã dele e acho que a escolha foi perfeita. Outro ponto que chama atenção, foi a nova roupa completamente diferente da anterior e muito melhor.

Qual é a sua opinião? Ainda leva fé no novo filme do Homem de Aço? Gostou dessa reformulada que deram no universo Superman? Russell Crowe é mesmo o substituto de Marlon Brando? Comente aqui!