O Verdadeiro ‘Melhor Ator’ do Oscar 2012

Os três favoritos pra essa categoria são George Clooney, Brad Pitt e Jean Dujardan. Dois rostos bastante conhecidos e um estreante. Mesmo com boas atuações, Damián Bichir e Gary Oldman correm por fora…

Demián BichirA Better Life
George Clooney – Os Descendentes
Jean Dujardin – O Artista
Gary Oldman – O Espião que Sabia Demais
Brad PittMoneyball – O Homem que Mudou o Jogo

Sei que o Emmy de 2012 já premiou George Clooney por Os Descendentes. Já digo que foi um erro. Digo isso porque Os Descendentes é um filme bom, mas nem tanto. Mostrar o lado cotidiano do Havaí, retirando aquela imagem de paraíso que temos, foi bem interessante. Mas ao todo o filme ficou muito na média. Vale a pena premiar algo só OK? Pois é…

A performance de Clooney é (praticamente) sempre a mesma. Seu personagem, Matt King é um pai de duas filhas que não tem uma conexão muito forte com elas, e agora que sua mulher está em coma, ele precisa reaprender a se relacionar com elas. Ele é um bom ator, não digo nada diferente disso, mas eu acho que o Oscar é um prêmio que deve honrar a performance acima da média. Uma atuação diferenciada… com coragem e inovação.

Indo por essa linha de pensamento, quem deveria ganhar é o francês Jean Dujardin. O filme O Artista é incrivelmente bem executado. Produzir um filme P&B e mudo em pleno século XXI é requer muita coragem. O resultado foi excelente! Um filme muito acima da média.

Dujardin interpreta George Valentin, um ator do cinema mudo que enfrenta a mudança para o cinema falado e a necessidade de caras novas em Hollywoodland. Ele conseguiu dar expressões significativas na medida certa para um papel de cinema mudo. O seu companheiro no filme – um cão herói no maior estilo Rintintin – foi fundamental para que o ator conseguisse mais carisma com o telespectador.

Essa é a minha aposta: Jean Dujardin – O Artista (literalmente) Melhor Ator 2012.

Brad Pitt, diferente de George Clooney, já fez inúmeros papéis bastante diferentes. De um alter-ego imaginário psicótico em Clube da Luta até um homem que nasceu idoso e vai ficando cada vez mais jovem em Curioso Caso de Benjamin Button. De um policial cumpridor da lei em Se7en até um capiria norte-americano disposto a colecionar Nazi Scalps em Bastardos Inglórios. Deu pra entender o raciocínio.

Enfim, em Moneyball – O Homem que mudou o jogo, Brad Pitt faz um papel sem muito brilho e atenção, comparad com O Artista. Mas isso não significa que seu papel foi pior interpretado. Pelo contrário. O roteiro previa Billy Beane, um manager de Baseball comum que muda a maneira de administrar um time, utilizando somente estatísticas.

Brad Pitt conseguiu dar uma personalidade muito interessante para esse papel “comum”. Tendo confrontos como ser muito supersticioso enquanto dirige um time de maneira crua e precisa; sendo um homem explosivo e agressivo ao mesmo tempo q que tenta dar atenção a sua filha, que não mora mais com ele.

Pelas pequenas nuancias do papel, minha torcida vai para Brad Pitt em Moneyball.

Moonrise Kingdom – O novo filme de Wes Anderson

2011 terminou com a divulgação de trailers dos filmes que prometem em 2012, como Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, O Hobbit – Uma Jornada Inesperada, Prometheus, Mercenários 2, entre outros.

Porém agora, em janeiro, vi um trailer que, pessoalmente, eu estava esperando muito. E como está escrito no título o filme é Moonrise Kingdom. O novo filme de um dos meus diretores favoritos Wes Anderson.

– Leia aqui um post interessante sobre o diretor –

A história já tinha sido divulgada no início do ano passado, mas agora já conseguimos ver que o diretor continua com a sua abordagem única. E mais uma vez misturando problemas de família em uma doce história de um romance infantil. Temos também uma aventura, para aqueles que vão atrás do jovem casal. O tom de sépia da fotografia é bem característico e funciona muito bem com o estilo de direção. Quem viu O Fantástico Sr. Raposo pode lembrar um pouco das cores utilizadas no filme. Resumindo: acho que vai ser um grande filme!

Compondo o elenco temos os velhos amigos de Wes, Bill Murray e Jason Schwartzman, junto com Edward Norton e Bruce Willis. Vendo o peso do elenco, podemos ter certeza que, pelo menos o roteiro, é muito bom!

Sem mais delongas, assista o trailer e tire suas próprias conclusões e comente aqui embaixo.

Crítica: 11.11.11

Por Jéssica Mazzola  (@jemmazzola)

O filme lançado na ultima sexta, 11/11/11, foi um dos filmes de terror mais aguardados do ano. Ou seja, perda de tempo pra nós, amantes de suspense e terror DE VERDADE. Ok, não vou mentir pra vocês. Eu e minha mãe (amante máster de filmes assim) gritamos BASTANTE no cinema. Mas mesmo assim, o filme acabou e todas as pessoas se olharam e falaram, como assim?

Com uma trama bastante confusa, Darren Bousnam, diretor desse e de três filmes da saga Jogos Mortais, quis levar um pouco da agonia que sentimos ao assistir JigSaw pra um contexto mais fantasioso.  Nos Jogos Mortais tudo aquilo era real, poderia acontecer com qualquer um de nós (mais ou menos), mas no 11 11 11 a história vai pra uma dimensão bem mais alternativa. Com trilha sonora bem ao estilo de Sobrenatural (aquele filme do guri que fica em coma do nada) e com maquiagem dos personagens demoníacos, o filme tem seu valor ao dar bons sustos no publico. Porem, pela expectativa gerada até a data, acredito que levou o pessoal a não gostar muito da execução em si.

Sendo super sincera, eu gostei da HISTÓRIA, não do filme em si. Achei ela mal contada e deixa muitas duvidas pro espectador. O mal venceu o bem, nesse caso. E como o pastor mesmo disse: cuidado com os lobos vestidos de ovelha. E é bem isso o filme, tu tens uma expectativa e ele te engana e leva pra outra.

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O incompreendido seriado Carpoolers

Hoje eu gostaria de falar sobre o seriado Carpoolers. Uma comédia da ABC que infelizmente não deu certo. Motivo do cancelamento? Como sempre, audiência. Mas como Arrested Development também foi cancelado por audiência, isso não quer dizer que não foi uma boa sitcom. A questão é que Carpoolers não teve necessariamente um público alvo. É uma comédia familiar mas que explora basicamente o universo masculino, das mentiras e humor que se tem com amigos. Como ele é bem leve no conteúdo, não teve muito apelo.

A história é muito simples. Quatro vizinhos que vão juntos para o trabalho todo dia de carona, e como diria o narrador da Tela Quente: “Essa turma vai se meter em muitas confusões”. São típicas histórias de personagens normais e que podemos, facilmente, nos relacionar. Acompanhamos a vida de quatro amigos que estão lidando com situações do dia-a-dia….

Os amigos são: Gracen (Fred Gross – Agora fazendo um papel secundário em Free Agents), um mediador sensato e inseguro, casado e com um filho adulto que ainda não amadureceu, Marmaduke (T.J. Miller – O câmera de Cloverfield). Completando os caroneiros, temos Laird (Jerry O’Connell), o dentista malandro e conquistador; Aubrey (Jerry Minor), o estressado e atrapalhado pai de 6 filhos; e o recém casado e novato no sistema de carona, Dougie (Tim Peper).

O legal é que a série nos coloca bastante dentro da história, e nos consideramos parte daquela carona. Existem também diversas relações musicais, eles discutem sobre bandas, músicas, letras, danças… Para quem curte essas coisas, vai captar várias referências bem divertidas.

Eu adoro humor mais satírico, ácido, e quase ‘ofensivo’ – por exemplo: Family Guy, Monty Python, South Park, Arrested Development… – mas acho que há espaço para comédias cotidianas. Assim como Seinfeld. Não comparando a qualidade do seriado, mas o seu conteúdo.

Resumindo: Alugue ou compre o DVD, porque vale a pena! Ou baixe na locadora bittorrent. Wathever. Fica aí a sugestão de uma ótima comédia para passar o tempo.

Crítica: O Palhaço

Alegria, alegria! A primeira crítica do blog de um filme nacional não poderia começar melhor. O filme foi escrito, dirigido e estrelado por Selton Mello. Não é a toa que o filme todo tem um toque de Selton Mello. Desde a sua voz, a mistura de personagens entre Benjamin e Palhaço Pangaré, a seriedade em cenas cômicas, a sátira em cenas trágicas… Enfim o filme consegue passar um tom de comédia bem pastelão mesmo. Mas é bastante agradável e arranca boas risadas de todos no cinema….

O meu grande elogio vai para a direção e a fotografia. É muito fácil perceber a influência de Wes Anderson na montagem das cenas e no humor depressivo que Selton Mello conseguiu passar nas telas.

Para entender mais sobre Wes Anderson

A história entre pai e filho, donos de um velho circo ambulante no interior de Minas Gerais. O roteiro é, claramente, baseado no antigo conto do ‘palhaço triste’, isto é, se há uma pessoa provoca risadas nas outras, quem o fará rir? Basicamente isso. Ele é um homem com problemas para administrar o circo, algumas discussões com o próprio pai e diversas questões da vida começam a atrapalhar seu raciocínio.

Concluindo: É um filme que funcionou muito bem! Não há cenas desnecessárias, todas fazem uma boa composição da situação. Ta certo que uma hora faltou um pouco de gás, mas é normal, até porquê o filme é bem curto (Apenas 1:10). A grande mensão vai aos detalhes que dão um tom bastante especial.

NOTA: 8,5… Não… 8,7 vai.

Se não fosse suficiente, Selton deve ganhar ainda mais elogios por um simples gesto: resgatar e homenagear a arte brasileira. Pode parecer muita coisa, mas veja só… Além das participações de Jorge Loredo, o famoso Zé Bonitinho, e do esquecido Ferrugem, gostaria de falar um pouco sobre outro ator. Paulo José é o grande simbolo dessa homenagem. Para quem não sabe, o ator gaúcho que protagonizou o filme descobriu que tinha o Mal de Parkinson, uma doença degenerativa que ainda não tem cura.

– Para saber mais leia essa entrevista –

Do final dos anos 90, Paulo José sumiu das telas pois não conseguia mais controlar boa parte de seus movimentos. Pois então Selton Mello, ao escrever esse filme pensou nele para o papel. É notável no filme que ele ainda sofre em sua fala e seus movimentos, mas em certos momentos o seu olhar fala tudo.

Crítica: Contágio

Acompanhamos diversas histórias de personagens diferentes que se ligam em torno de um vírus que promete contaminar o mundo inteiro. E não é um vírus que fica enrolando… Ele mata você em um dia. Começam com alguns pequenos sintomas de uma gripe e de repente você está no chão tendo convulsões e… morte. Bem assustador, do tipo que quando você sair do cinema, vai começar a reparar que uma doença como aquela, se existir, vai contaminar muita gente.

Assim o diretor Steven Soderbergh constrói uma história do momento exato em que somos expostos ao vírus e a rapidez com que ele se espalha entre nós. Vivemos em um mundo globalizado onde é extremamente fácil e comum viajarmos para todo o mundo. Existem muitas cenas onde há closes em objetos que são trocados por nós todos os dias. Ficando implícito ‘AH olha aí o vírus FDP sendo transmitido!” Com isso vamos acompanhando o pavor de pessoas comuns – Matt Damon e sua mulher Gywneth Paltrow – autoridades médicas – Kate Winslet e Laurence Fishburne –  e um blogueiro interesseiro – Judd Law. Existem outros mas são tantos que… Enfim, é muita gente.

As tramas são ricas em tensão e expectativas. O futuro dos personagens é muito frágil combinando muito com o clima de incerteza da história. Grande acerto dos produtores em ter coragem de dar finais realistas. Assim que funciona o cinema. Isso representa bem a frase: “A única diferença entre a realidade e a ficção é que a ficção precisa fazer sentido.”

Mais do que isso, alguns personagens secundários, como o da doutora do CDC de Atlanta, tem desfechos bastante expressivos e importantes. Vale dizer que assim como os outros filmes do diretor (11 Homens e um Segredo, 12 Homens e outro segredo…) por se tratar de uma quantidade grande de personagens e histórias, não são bem exploradas dramaticamente.

Marion Cotillard está em uma trama bastante interessante e diferente. Então ela some do filme por mais ou menos uma hora e quando ela volta, a gente pensa: “Nossa essa mulher ainda está no filme!”. E depois nada acontece. Então pode-se dizer que eu gostei muito da atuação de todos no filme, mas parece tão pouco tempo para desenvolver todos. Acho que daria uma ótima série da HBO em 10 episódios. Seria perfeito.

Para um filme, fica aquela sensação de final editado as pressas. Fora que a cena em que realmente mostra como surgiu o vírus é bizarramente desnecessária. Aqui vai um desabafo: Porque tudo tem que ser explicado hoje em dia? No início da história eles dizem ‘Ah talvez um macaco teve contato com um porco, acho que foi isso, não tenho certeza’. Pronto tá explicado, qual é a importância de onde surgiu o vírus? Foda-se! É bom viver com alguma dúvida. Mas não, em 1 minuto mostra o início do vírus e pronto.

Enfim, destaque para Matt Damon, o gancho principal da história, onde mostra a transformação de um cara normal para um herói do cotidiano, que podemos facilmente nos identificar, protegendo, acima de tudo, a sua filha.

NOTA: 8

The Walking Dead: Estréia da 2a Temporada

Estava com muito receio. Muito mesmo. Acompanhei bastante toda a complicação que aconteceu com a série após seu encerramento no final de 2010. Pra quem não sabe, Frank Darabont, criador e produtor da série, decidiu que usaria apenas escritores free lancers para ajudar na produção da segunda temporada e demitiu toda sua equipe de roteiristas que trabalhou duro na adaptação da primeira temporada.

Foi um choque para muitos em Hollywood, mas Darabont (Diretor de A Espera de Um Milagre) assumiu toda a responsabilidade e manteve sua opinião. Houveram também alguns rumores na mudança de elenco, que poderia tirar muita da credibilidade de uma série de um canal Premium (assim como a HBO). No caso, Jon Bernthal – que interpreta o melhor amigo do xerife – poderia sair da série por problemas não divulgados.

Não achei um ótimo início de tempora; achei apenas bom. Apesar de tudo, alguns detalhes construídas nesse episódio possa render muita coisa no futuro. O final que foi realmente surpreendente e chocante! Quase desesperador… Ótimo! Mais chance temos de ver as coisas mudando de episódio em episódio. Fico feliz de perceber abandonaram a tentativa de focar no combate aos zumbis e voltarem para as relações humanas no meio do desastre como esse.

Ponto importante é que a produção dos zumbis está melhor do que nunca. Acho que nem em filmes do gênero temos tamanha qualidade. Os produtores ficaram tão orgulhosos que agora temos mais closes em zumbis. Isso acompanha todo o visual gore do seriado, inclusive vimos como é um walker por dentro, naquela autópsia forçada no meio do episódio. A história teve diversos ápices de tensão e muitas cenas claustrofóbicas, mas faltou um pouco de direção para não tornar as cenas longas e cansativas, como muitas delas foram.

Apesar de tudo, vale muito a pena acompanhar a série para ver onde essa jornada pode nos levar… e pode nos levar longe, muito longe.

Comentário a parte: PARABÉNS FOX! É tão bom ver quando um canal brasileiro se empenha em criar uma cultura de assistir a série na TV. Eu assisti pela FoxHD e pude escolher entre ver dublado e legendado. Após assistir o primeiro bloco em portugues, escolhi pela legenda pois a dublagem não me convenceu. Achei que o som do diálogo ficou baixo e os diálogos não me pareceram convincentes. O bom é que temos escolha de assistir como quisermos.