Injustiça no Oscar 2012

Injustiça no Oscar 2012: Andy Serkis e o seu estilo de atuar

Andy Serkis foi responsável por ótimas atuações nos últimos anos. Ao contrário de outros atores, Serkis não mostra (claramente) seu rosto. Ele utiliza personagens feitos com computação gráfica, o famoso CGI.

Seu trabalho ganhou reconhecimento após interpretar Gollum (Smeagol) na fantástica trilogia O Senhor dos Anéis. A riqueza de detalhes, maneirismos e interpretação do personagem foi de tirar o fôlego, fazendo com que Gollum fosse eleito por muitas pessoas como o melhor personagem de CGI de todos os tempos.

Depois foi a vez de ser o responsável por interpretar King Kong, no remake dirigido pelo seu amigo Peter Jackson. Nesse papel, Serkis foi mais sóbrio mas mesmo assim traduziu a imponência do “monstro”. Já o filme não foi lá essas coisas, mas isso não vem ao caso.

Em 2011, Serkis fez o macaco César no excelente filme Planeta dos Macacos – A Origem. Aí sim, o impacto do seu trabalho foi grande. As pessoas começaram a se perguntar se um personagem de computação gráfica poderia competir contra um ator convencional. E é claro que pode!

Mesmo assim, a Academia responsável pelo Oscar resolveu ignorar a incrível performance. Outros prêmios fizeram a mesma coisa e César ficou de fora dos principais festivais de cinema. Porquê? Por puro preciosismo saudosista dos críticos. Afinal as novas tecnlogias estão aí para serem usadas e reconhecidas!

Faço aqui uma menção honrosa ao injustiçado Andy Serkis. Ele poderia tranquilamente estar figurando entre os indicados a Melhor Ator Coadjuvante, ou até mesmo a Melhor Ator (Veja aqui o comentário sobre os verdadeiros indicados). Pois ele conseguiu tirar a atenção do ator principal, James Franco, e conseguiu atrair uma grande responsabilidade para sí.

Há quem diga que sua interpretação foi superestimada e até muito emotiva para um chimpanzé; mas é inegável que a atuação foi surpreendente e é isso que devemos prestigiar.

É realmente incompreensível essa teimosia dos festivais em não considerar a captura de movimento como uma forma de arte dentro do cinema. Espero que isso mude… e logo!